Sexta-feira Santa com Grande Profundidade Espiritual

Igreja Paroquial de Tondela homenageia a Paixão do Senhor com momentos de reflexão e adoração

No dia 3 de abril de 2026, a Igreja Paroquial de Tondela vivenciou um momento de grande significância espiritual com a celebração da Paixão do Senhor, na tradicional Sexta-feira Santa. A celebração contou com um programa profundamente simbólico, que reuniu fiéis em um ambiente de reflexão, silêncio e adoração.

A cerimónia iniciou com um "expressivo reinício", marcado por uma Procissão em absoluto silêncio, na qual os participantes se reuniram em um gesto de prostração. O pároco convidou todos a entrarem em um "profundo silêncio", para, assim, poderem anunciar, invocar, adorar e comungar a Paixão e Morte de Cristo. "Este é um momento de interiorização e de profundo respeito pela memória da Paixão do Senhor", afirmou.

A Liturgia da Palavra destacou a leitura da Paixão segundo São João, um dos pontos altos da celebração. O texto bíblico, que narra os momentos finais de Jesus, foi lido com grande solenidade, levando os presentes a refletirem sobre o sofrimento e a morte do Salvador. "Tudo começa no Jardim das Oliveiras, que cheira a traição, e tudo se consumará na sepultura de um jardim, onde se cheira já o aroma da vida", explicou o sacerdote, convidando todos a uma meditação profunda sobre o mistério da Paixão.

Na sequência, a comunidade uniu-se na Oração Universal, um momento onde as orações pelos necessitados e pela humanidade ressoaram com grande intensidade. O padre destacou a universalidade da oração, que intercede por todos os homens, confiando nos méritos da Cruz de Cristo. "Hoje, a nossa oração é mais universal do que nunca", afirmou, refletindo sobre o papel da Igreja como mediadora de intercessão.

O ponto culminante da celebração foi a adoração da Cruz, momento central da liturgia. "A Cruz, que era símbolo de maldição, transformou-se no instrumento de salvação e vida", proclamou o sacerdote, ao convidar os fiéis a se aproximarem para venerar o madeiro sagrado. O rito, originário de Jerusalém e que remonta ao século IV, foi acompanhado de cânticos litúrgicos que ecoaram em todo o templo, criando um ambiente de profunda reverência e espiritualidade.

Embora a Igreja não tenha celebrado a Eucaristia, a Comunhão foi distribuída, com a recordação das palavras do Apóstolo: “Sempre que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha”. Neste gesto de partilha, a Paixão e Morte de Cristo foram não só anunciadas, mas também comungadas, em um gesto de união com o Redentor.

A celebração da Sexta-feira Santa em Tondela, com momentos de silêncio, oração e adoração, foi um convite a todos para refletirem sobre o profundo mistério da Paixão de Cristo, renovando a fé e a esperança em um momento de renovação espiritual.

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